Venha conhecer os principais eventos que acontecem nos cinco atos que compõem a peça Otelo, de Willian Shakespeare.

Ato 1 – O ódio de Iago contra Otelo
A obra começa em Veneza, na Itália. Ali, Rodrigo e Iago, dois subordinados do general Otelo, conversam sobre seu superior, onde Iago conta que ficou muito ofendido por não receber a promoção de tenente, promoção está que Otelo deu para o soldado Cássio. Neste começo da obra, percebemos o profundo ódio que Iago nutre por Otelo, sendo este ódio o combustível que alimentará a sua vingança contra o general mouro.
Começando o seu plano para destruir Otelo, Iago vai e denúncia seu superior a um senador de Veneza chamado Brabantio. Como Iago sabe que Otelo se casou em segredo com Desdêmona, filha de Brabantio, e pretende denuncia-lo para o prejudicar. Quando Iago conta isso, Brabantio fica muito surprese e parte para prender Otelo. Acontece que, no momento que vai prendê-lo, Cássio chega perante Otelo e os demais presentes e informa que o general mouro está sendo convocado pelo duque de Veneza, sendo está uma questão militar de urgência.
Com todos estando presentes no palácio de Veneza, o duque informa que uma frota inimiga vinda da Turquia está indo atacar Chipre, sendo preciso que o bravo general Otelo vá lutar e proteger está cidade vassala. O senador Brabantio aproveita a presença de todos para denunciar Otelo, acusando o mouro de ter seduzido sua filha com algum tipo de feitiço e se casado com a moça. O duque, querendo ser o mais honesto possível, deixa que Otelo se defenda destas acusações, onde o mouro diz que Desdêmona e eles estão apaixonados, não sendo verdade que ele tenha utilizado de algum tipo de feitiço para obriga-la a se casar. Quando Desdêmona é convocada para dar seu testemunho, a esposa de Otelo defende seu marido, onde diz que se apaixonou pelo mouro por causa das virtudes do general.
Com isso, Otelo é decretado inocente, com seu casamento sendo considerado legítimo pelo duque de Veneza. Voltando às questões de estado, Otelo aceita as suas ordens e parte com sua tropa para defender Chipre dos turcos, levando Desdêmona, Iago, Rodrigo e Cássio.
Apesar do mouro ter se safado, Iago não desiste de destruí-lo. Como o mouro se casou com Desdêmona, Iago decide que sabotará o casamento dos dois, fazendo com que Otelo acredite que sua jovem e bela esposa está o traindo com o tenente Cássio. Para isso, Iago se utilizará de Rodrigo, o manipulando o máximo possível, pois sabe que ele possui uma grande atração por Desdêmona e que não possuí escrúpulos para conseguir o que quer.
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Ato 2 – A desgraça de Cássio
A partir de agora, toda a obra se passa em Chipre. As forças militares de Veneza que estão sob o comando do general Otelo vão chegando para defender o lugar da frota turca. Acontece que, neste momento, uma grande tempestade agita as águas do mar Mediterrâneo e, para a sorte das forças de Veneza, a grande frota turca foi completamente destruída. Com a chegada de Otelo e de todos os que o acompanham, o general mouro assume o comando do lugar. Feliz por ter sobrevivido e por ter vencido os turcos, ele celebra com sua esposa Desdêmona.
Iago então começa a colocar em prática seu plano para acabar com Otelo e Cássio. Continua manipulando Rodrigo, dizendo que logo Desdêmona se cansará da presença do mouro e o abandonará por outro homem, mas que antes eles precisam se livrar de Cássio. Para isso, pretende aproveita que o novo tenente é muito fraco com bebidas e faze-lo se embriagar durante uma vigília, o que mostraria que ele é um irresponsável diante de Otelo.
Tal plano acaba se concretizando com facilidade, já que Otelo ordenou que fosse realizada uma grande celebração na cidade após a vitória deles contra os turcos. Assim, Cássio acaba abandonando sua vigília para beber, só voltando para seu posto após estar muito bêbado. Neste momento, Rodrigo o provoca, começando um tumulto entre os dois que se alastra por toda a cidade. Quando Otelo chega ao local para recuperar a ordem dentro da sua cidade, percebe que o culpado de tudo é Cássio, que está completamente bêbado. O plano maléfico de Iago acaba se mostrando um sucesso, com Cássio caindo em desgraça perante todos e perdendo o prestígio que havia conquistado com o mouro.
Feliz com a desgraça daquele há quem tanto invejava, Iago agora avança com seu plano: vai manipular Cássio diretamente, dizendo que o ajudará a se reaproximar de Otelo para recuperar sua honra, sendo que, na verdade, Iago pretende fazer parecer que Cássio e Desdêmona estão tendo um caso.
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Ato 3 – As mentiras de Iago
Logo no dia seguinte, o tenente Cássio visita Otelo com alguns músicos. Para recuperar a moral que perdeu após seu vacilo com a bebida, o tenente vai até o seu general para saúda-lo com uma canção, mas acaba que não funciona, com os músicos não conseguindo se apresentarem para o mouro.
Neste momento da obra, nos é apresentado a personagem de Emília, esposa de Iago e dama de companhia de Desdêmona. Ela, que soube do infortúnio de Cássio, tenta acalma-lo, onde diz que Desdêmona já está tentando convencer Otelo a perdoá-lo.
Iago não perde tempo e começa a colocar a nova fase do seu plano maléfico em prática. Vai e mostra para Otelo o quão próximos são Cássio e Desdêmona, além de insinuar que, pelos dois já serem conhecidos há muito tempo, talvez tenham muito intimidade. Essas poucas palavras são suficientes para plantar a semente da dúvida na cabeça de Otelo, fazendo o mouro coçar seus cabelos em busca de cornos. Com isso, o comportamento de Otelo começa a mudar gradativamente, com a discordiosa dúvida plantada por Iago vindo a alterar os sentimentos do mouro. Desdêmona é a primeira a perceber a estranheza de seu marido e, neste momento, deixa cair um lenço no chão. Este lenço é o bem mais precioso do casal, pois é um pano mágico que Otelo recebeu de sua mãe e que ele deu para sua amada esposa, sendo um símbolo de união entre os dois. Iago sempre soube da importância deste mero pano e sempre instigou Emília a roubá-lo.
Para o infortúnio de Desdêmona, foi a própria Emilia quem o encontrou e entregou para seu marido, sendo que ela nem imagina as terríveis intenções que Iago tinha em mente. Iago utilizara o lenço para comprovar a traição de Desdêmona com Cássio, pois plantará o objeto nas coisas do tenente, dando a impressão que ele recebeu o objeto da própria Desdêmona. Quando Iago se encontra novamente com Otelo, já percebe que o mouro cai definitivamente em sua rede de mentiras. O general que até então não possuía dúvida alguma da lealdade de sua queria esposa, agora se mostra inquieto e perturbado com essas dúvidas. Para dar cabo de qualquer dúvida, Iago diz que ouviu Cássio se vangloria de já ter possuído Desdêmona, sendo está a mentira que faltava para fazer Otelo cair na loucura.
Dentro do castelo, Desdêmona procura desesperadamente por seu lenço, já tendo ela percebido que perdeu o tecido que lhe foi dado por seu amado Otelo. Para piorar a situação, o mouro chega no local e, já tendo sido informado por Iago sobre a situação, vai até sua esposa e pede para ver o lenço. Como ela não entrega o tecido, começa uma discussão entre os dois, com Otelo já mostrando que está tomado pela ira.
Neste momento, o lenço já se encontra no meio dos pertences de Cássio. Tendo sido colocado ali por Iago, o tenente nem sequer estranha o novo objeto, tanto que o dá de presente para Bianca, uma cortesã de Chipre que ele já se relacionou, e pede para ela fazer uma cópia do tecido.
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Ato 4 – A ira de Otelo
No castelo de Chipre, Otelo e Iago conversam sobre a traição de Desdêmona com Cássio. Já estando completamente manipulado por Iago e dominado pela ira, Otelo planeja se vingar de sua esposa infiel e de seu tenente traidor. Para isso, pede a ajuda de Iago, onde ele elabora um plano para mostrar ao mouro como Cássio se vangloria de ter possuído Desdêmona.
Com Otelo escondido num canto, Iago chama Cássio para conversar sobre sua amante Bianca, sendo que Otelo escuta tudo e acredita que ele está falando Desdêmona. Cássio fala que Bianca vive o perseguindo pelos cantos, sempre querendo estar com ele; neste momento ela entra no local para falar com Cássio e questiona o motivo de estar copiando o lenço, este que é o lenço de Desdêmona dado por Otelo.
Quando Cássio e Bianca saem do lugar, Otelo volta furioso e desejando matar Cássio e Desdêmona, com Iago sugerindo que ele mate sua esposa a estrangulando na cama dos dois. O desejo de vingança é interrompido com o soar das trombetas do castelo, que anunciam a chega de Ludovico, primo do senador Brabantio. Ele saúda o general Otelo e informa que o duque de Veneza nomeou Cássio como governador de Chipre. A fúria de Otelo torna a se incendiar, piorando mais porque Desdêmona, que chegou acompanhando seu primo Ludovico, fala sobre Cássio e pede para Otelo perdoá-lo. Otelo se enfurece e agride Desdêmona, dando um tapa no rosto de sua esposa.
No castelo, Otelo interroga Emília, a questionando sobre a lealdade de Desdêmona. Emília defende sua senhora, dizendo que Desdêmona é a mais correta das mulheres e que um bárbaro louco como Otelo não a merece como esposa. Nisto, Desdêmona é convocada por Otelo e questionada diretamente sobre sua fidelidade, onde o mouro a insulta.
Desdêmona se desespera com a mudança de comportamento do marido. Já percebendo que o Otelo que conheceu no passado e se apaixonou não é o mesmo homem que agora, Desdêmona se prepara para o pior.
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Ato 5 – A morte de Desdêmona e Otelo
O quinto e último ato da peça começa com o ataque contra Cássio. Iago e Rodrigo se reúnem num canto e, quando o novo governador de Chipre passa pelo local, Rodrigo o ataca covardemente pelas costas. Iago, sendo o manipulador que é, deixa que Rodrigo faça o trabalho sujo e que até mesmo morra lutando contra Cássio.
Acontece que Cássio estava de armadura neste momento, conseguindo resistiu as apunhaladas de Rodrigo e começando a revidar os seus ataques. Iago vê isso e percebe que Rodrigo será capturado e revelará o seu envolvimento na emboscada. Para evitar que isso, ocorra, Iago surge das sombras e ataca Rodrigo, vindo a matar o seu cumplice sem que ninguém o veja. Apesar de não morrer, Cássio fica ferido e agonizando sozinho até que, por muita sorte, é socorrido por Ludovico.
Dentro do castelo, Otelo já recebe a notícia de que Cássio foi atacado, embora não saiba que ele tenha escapado com vida. Acreditando que ele já esteja morte, Otelo então parte para se vingar de Desdêmona. Começa questionando sua esposa, acusando ela de ter dado o seu lenço para Cássio e, por mais que ela negue, Otelo não lhe escuta.
Tomado pela ira e pela loucura, Otelo agarra e estrangula Desdêmona, deixando-a agonizando antes de morrer sem ar. Emília chega no quarto do casal e encontra Desdêmona, que morre dizendo não ser culpada de nada. Para justificar seus atos, o mouro acusa Desdêmona de traição, dizendo que ela tinha um caso com Cássio e que até deu seu lenço para ele. Emília defende sua amada senhora, dizendo que foi ela mesma quem encontrou o lenço caído no chão e que o entregou para Iago, sendo que ele sempre pedia para ela roubar o lenço de Desdêmona. Iago, que já estava no cômodo com outras pessoas, tenta esfaquear sua esposa Emília para silenciá-la, mas acaba sendo impedido pelos demais presentes; quando Emília termina de contar tudo e mostrar que Iago era o verdadeiro culpado de tudo, ele se solta e mata sua mulher.
Otelo então percebe que estava cego o tempo todo, tendo se deixado manipular pelas mentiras de Iago. Olha para o corpo de sua amada Desdêmona e se desespera pelo que fez. Quando Cássio é trazido até o local, tudo o que o mouro consegue fazer é se desculpar com o seu leal tenente, pedindo perdão por ter duvidado de sua honra e por ter tentado mata-lo. Com sua espada na mão, o mouro se mata diante de todos com ao enfiar a lâmina na sua barriga e deixando seu corpo morto cair ao lado do corpo morto de Desdêmona.
Cássio, que agora é governador de Chipre, fica incumbido de dar a punição para o cruel Iago, sendo assim que se encerra essa obra.
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William Shakespeare: Teatro Completo
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Esses foram os nossos comentários resumindo Otelo, de Willian Shakespeare.
Eu sou Caio Motta e convido você a continuar acompanhando os nossos comentários sobre as grandes obras de Shakespeare, bem como demais textos da grande literatura universal presentes no nosso blog.
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