Venha conhecer os principais eventos que acontecem na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

A morte do defunto autor

A obra começa com Brás Cubas relatando que está morto e que contará as memórias de sua vida, sendo que se denomina um defunto autor. Começa dizendo que morreu em 1869 com seus sessenta e quatro anos, tendo sido um herdeiro de uma família abastada, mas que, pela forma que viveu, não teve tanta relevância social, já que somente onze pessoas compareceram ao seu enterro.

Apesar de ter morrido de pneumonia, Brás Cubas diz que um dos fatores chave que causou a sua morte foi a ideia de criar um emplasto médico, emplasto este que solucionaria muitos males e que o tornaria muito famoso. Por focar tanto nesta ideia, acabou negligenciado sua doença e morrendo.

Sobre sua família, conta que o nome Cubas começa com um simples empreendedor chamado Damião, este que fabricava tonéis e que deixou tudo o que conquistou para seu filho Luís. A família Cubas, muito tempo depois, decidiu reescrever a história de Luís, contando que ele foi um bravo cavaleiro cristão que adotou o sobrenome Cubas após derrotar e tomar as moedas de um inimigo mouro, sendo que as moedas eram chamadas de cubas.

Antes de começar a narrar a história de sua infância, Brás Cubas conta que em seus últimos dias de vida, quando estava sucumbindo para a pneumonia, teve um grande delírio. Conta que sonhou que se transformou num barbeiro chinês e depois na Suma Teológica de St. Tomas de Aquino. Após isso, seu delírio piora com ele voltando a forma humana e sendo transportando por um hipopótamo para a “origem dos séculos, onde vê a passagem dos tempos da humanidade e presencia as atrocidades e erros cometidos pelos homens.  

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Marcela, seu primeiro amor

Terminando de contar a história da sua família, Brás Cubas começa a falar sobre sua infância. Conta que nasceu no dia 21 de outubro de 1805 e que, por ser herdeiro de uma família muito rica, foi extremamente mimado por seus pais e se tornou uma criança muito travessa. Comenta também que, quando já era mais criança, se tornou amigo de um garoto chamado Quincas Borba, este que será um personagem com uma presença importante na vida adulta do nosso protagonista.

Quando já era um jovem rapaz, conta sobre Marcela, seu primo amor. Diz que ela era uma bela espanhola, mas uma mulher sem escrúpulos, do tipo que se relaciona com os homens somente por interesse. No caso de Brás Cubas, ela se envolveu com rapaz pelo dinheiro, fazendo com que ele gastasse uma fortuna em presentes luxuosos.

Conta que esse relacionamento esbanjador durou quinze meses, pois foi o tempo que a paciência de seu pai aguentou até não deixar mais que Brás Cubas continuasse torrando tanto dinheiro. Apesar de o jovem resistir e querer continuar com sua amada Marcela, acabou sendo sequestrado por seus parentes e mandado numa embarcação rumo à Portugal, onde começaria os seus estudos na Universidade de Coimbra.

Sobre a viajem, comenta que sofreu com a separação, tanto que ponderou se deveria se lançar nas águas do mar e voltar nadando para os braços de Marcela. Como tinha um pouco de razão, desistiu da ideia e aceitou o destino rumo ao velho mundo.

 

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A juventude de Brás Cubas

Os anos de Brás Cubas como estudante universitário em Coimbra foram pouco proveitosos, com o protagonista levando seu aprendizado de qualquer jeito. Acaba que concluí o curso de direito e recebe seu diploma, mas pouco absorve da ciência.

Querendo aproveitar os ares europeus, adia o seu retorno para junto da família no Rio de Janeiro, preferindo ficar perambulando pelo velho continente durante alguns anos. Só retorna quando seu pai – que implorou muito pela volta do filho – diz que a mãe de Brás Cubas estava doente e que essa talvez fosse sua última chance de vê-la viva. Ele se comove com a carta e volta para o Brasil, mas acaba chegando tarde, não podendo se despedir de sua mãe.

A partir daí, Brás Cubas vive uma triste depressão. O jovem com nome e possibilidades ilimitadas para conquistar o mundo acaba se prendendo num canto de reclusão; ao comentar essa situação, o defunto autor confessa que sempre viveu uma vida medíocre. Ele só abandona esse estado quando o tédio se torna insuportável e o obriga a colocar as caras no mundo, além também de uma certa pressão feita por seu pai, que deseja ver o filho casado e seguindo uma carreira política que honrasse o nome da família.

O pai de Brás Cubas chega até ele e propõe que ele comece uma carreira política se casando com Virgília, uma bela jovem que era filha de um político influente. Cansado do tédio e da insistência de seu pai, Brás Cubas aceita a proposta.

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As Mulheres de Brás Cubas

Após aceitar a proposta de seu pai, que pretende casar o filho com Virgília e lhe iniciar na vida política, Brás Cubas vai até a casa de D. Eusébia, uma senhora conhecida que cuidou da mãe de Brás Cubas antes dela morrer.

Ali, ao se reencontrar com a senhora e conversar sobre sua falecida mãe, Brás Cubas acaba conhecendo Eugência, filha de D. Eusébia. Por causa da timidez e da beleza da jovem, o protagonista fica encantando com a garota. O problema é que logo percebe que ela, mesmo sendo tão graciosa, era coxa (mancada) de uma das pernas, fato este que parece mascarar todos os encantos da menina. Mesmo assim, Brás Cubas continua visitando as duas e se aproximando de Eugênia, tanto que insiste neste relacionamento, até que a própria Eugênia o dispensa, pois não deseja prejudicar a reputação de Brás Cubas com sua imagem de coxa.

Voltando ao acordo que fez com seu pai, Brás Cubas é relembrado que casar-se com Virgília é essencial para começar sua carreira política. Ela, sendo filha de um conselheiro da monarquia, seria a primeira porta da vida política de Brás Cubas. Desta forma, Brás Cubas começa a frequentar a casa da família de Virgília e se aproximar da bela jovem.

Foi no caminho para ir fazer mais uma destas visitas que Brás Cubas se reencontra com Marcela, seu primeiro amor. Ao entrar numa loja para consertar seu relógio, ele encontra a antiga espanhola por quem se apaixonou quando era mais jovem, onde conversam sobre os anos que passaram e como Marcela foi perdendo todas as riquezas que possuía, só tendo lhe restado está lojinha.

Após esse reencontro, Brás Cubas volta para visitar a família de Virgília e percebe que alguém tomou seu lugar como pretendente. Lobo Neves, outro jovem sedutor e mais promissor que Brás Cubas conseguiu encantar Virgília com seus planos ambiciosos e, assim, tomou o lugar que deveria ser do protagonista.

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Virgília, uma mulher casada

Mais do que Brás Cubas, quem sofreu com o fracassado do casamento com Virgília foi seu pai. Perder a oportunidade de ver seu herdeiro casar com uma moça de família importante e de não vê-lo iniciar uma brilhante carreira política foi muito para o pai de Brás Cubas, tanto que poucos meses depois ele veio a falecer.

Com essa triste morte, agora a família Cubas se resumia ao nosso protagonista e a Sabrina, irmã de Brás Cubas. Com seu marido Cotrim fazendo a intermediação, ela tentava dividir a herança deixada por seu pai de forma justa e amigável, mas Brás Cubas se mostrou um irmão mesquinho e egoísta. Quando finalmente se dividem os bens, ambos terminam brigados, com Sabrina só voltando a falar com seu irmão depois de muitos anos.

Após um bom tempo vivendo sua vida de herdeiro e vivendo como se fosse um escritor, Brás Cubas descobre que Virgília e Lobo Neves estavam voltando para o Rio de Janeiro, sendo este o momento da narração que começa a acontecer o caso amoroso do nosso protagonista e de Virgília.

Brás Cubas comenta que se apaixonou por Virgília após vê-la depois destes anos todos. Ver que aquela jovem encantadora se transformou numa mulher tão deslumbrante foi o suficiente para incendiar o seu coração, mesmo que ela fosse uma mulher casada. O primeiro contato dos dois aconteceu quando ela, mesmo com seu marido presente, aceitou valsar com Brás Cubas num baile; logo ele começou a participar mais dos círculos sócias de Virgília e se tornar amigo próximo dela e de Lobo Neves.

Virgília logo percebeu as intenções de Brás e começou a corresponder aos seus sentimentos, começando uma rápida e forte paixão entre os dois. Como Virgília era uma mulher de bom nome e acima de qualquer suspeita, foi fácil para ela e Brás Cubas manterem proximidade, com eles realizando seus encontros amorosos regularmente na casa de Neves.

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Quincas Borba e o Humanitismo

Após um dos seus encontros amorosos com Virgília, Brás Cubas reencontra Quincas Borba, um antigo amigo de infância. Quincas, que antes era um jovem herdeiro e de bom nome assim como Brás era, agora surge como um mendigo esfarrapado, embora ainda tenha a mesma presença enérgica de sua infância.

Quando Brás Cubas se oferece para ajudar seu amigo empobrecido, Quincas diz que apenas precisa do dinheiro para sanar suas necessidades mais básicas, já que todas as demais necessidades humanas ele possuí em abundância. Então, Brás Cubas percebe como se amigo ficou louco, pois diz que inventou uma filosofia chamada Humanitismo, sendo este um sistema que resolverá as grandes questões e dificuldades da humanidade.

Após se despedirem, Brás Cubas segue seu rumo e chega à sua casa. Quando busca seu relógio de bolso para saber as horas, percebe que o objeto desapareceu, tendo sido roubado por Quincas Borba. Brás Cubas se entristece com a situação do amigo, prometendo para si mesmo que, na próxima vez que o encontrar, o ajudará a sair desta vida.

Voltando a falar sua vida amorosa secreta, o defunto autor narra que os encontros dele com Virgília continuaram a acontecer e, com isso, os olhos da sociedade começaram a perceber a proximidade constante dos dois. Quando Virgília comenta que sente as suspeitas das outras pessoas, Brás Cubas vê nisso uma oportunidade para fugir com ela, tanto que propõem que os dois fujam para viverem livres em outro lugar.

Após alguns encontros e até alguns desentendimentos entre os dois, Brás Cubas torna a propor que Virgília fuga com ele, onde ela recusa, dizendo que não poderia abandonar o filho que tem com seu marido e que Lobo Neves a perseguiria por todo mundo caso ela fugisse com Brás Cubas e a criança. Ouvindo a resposta de sua amada, Brás Cubas desiste de tentar convencê-la, embora ainda guarde tal ideia em sua mente.

Conforme os comentários sobre o caso de Brás Cubas e Virgília se espalham pela cidade, o nosso protagonista decide arrumar uma casa própria para eles dois continuarem a se encontrarem, com eles parando de se relacionar sob o teto de Lobo Neves.

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A casa de D. Plácida

O defunto autor conta que Virgília gostou muito da casa que Brás Cuba arrumou, tanto que enfeitou todo o lugar para os dois se sentissem muito confortáveis quando fossem se encontrar. Para não levantar suspeitas, deixam que D. Plácida, uma antiga empregada da família de Virgília, passasse a morar no lugar, sendo ela uma justificada para as suas visitas no lugar. O defunto autor aproveita para contar a história de D. Plácida, onde narra sobre as dificuldades que ele teve na vida ao ficar viúva até o momento que foi acolhida pela família de Virgília; depois disto, como não tinha para onde ir, aceitou ser cúmplice no caso amoroso dos dois.

Tempos depois, acontece um evento que quase acaba com o relacionamento de Virgília e Brás Cubas: uma promoção de Lobo Neves. Como o marido de Virgília possuía um cargo politico e era um homem ambicioso, era natural que em algum momento ele recebesse a oportunidade de um novo cargo em outra província.

Brás Cubas ficou desesperado com a notícia, já que a mudança de Lobo Neves e Virgília seria o fim certeiro do seu relacionamento amoroso. Acontece que, por Brás Cubas já ser amigo de Neves, ele acabou sendo convidado para acompanhá-lo como seu secretário, possibilitando que continuasse próximo de Virgília.

Antes de a mudança acontecer, Sabrina retorna para falar com seu irmão após tantos anos afastados. Cansada de estar brigada com seu irmão, ela e Cotrim reaparecem para encerrar as desavenças que surgiram com a partilha da herança da família e restabelecer a amizade com Brás Cubas, que aceita a reaproximação com felicidade.

Voltando a falar sobre a mudança de Neves e Virgília, eis que chega a notícia que Neves recusou o cargo de última hora. Segundo o que Virgília contou para Brás Cubas, a publicação da nomeação de Neves foi publicada como “decreto nº 13”, o que ele considerou como um sinal de azar e acabou recusando a promoção.

Com isso, Neves e Virgília continuaram a morar no Rio de Janeiro, com Brás Cubas mantendo o caso amoroso que tinha com a mulher de seu amigo. 

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O começo do fim do caso com Virgília

Após o caso amoroso de Brás Cubas e Virgília quase acabar por causa da promoção de Lobo Neves, o casal de amantes passou a se amar com muito mais intensidade, sendo este o pico de um relacionamento que começaria a decair até encontrar o seu fim.

O começo do fim do caso dos dois começou a dar sinais quando Virgília começou a apresentar algumas mudanças comportamentais, mudança esta se revelou com uma gravidez. Sim, Virgília estava grávida, e o filho provavelmente era de Brás Cubas.

Enquanto os dias passavam e a criança crescia, eis que o personagem de Quincas Borga retorna a aparecer, sendo que agora ele estará presente nas memórias de Brás Cubas até o fim sua narração. Surge mandando uma carte para Brás Cubas, onde devolve o relógio que roubou e pede desculpas pelo ocorrido. Também diz na carta que em breve aparecera presencialmente e lhe apresentara o Humanitismo, o sistema filosófico criado por Quincas Borba que promete ser o próximo grande passado na humanidade rumo ao progresso.

Voltando ao relacionamento com Virgília, conta que as coisas começaram a piorar sem parar quando ela teve um aborto, perdendo a criança que deixou Brás Cubas tão feliz e empolgado. A partir dai, a paixão dos dois começou a esfriar cada vez mais, com os dois ficando cada vez mais emocionalmente distantes um do outro; quem também apresenta um comportamento diferente com Brás Cubas foi Lobo Neves, mudança essa que foi causada quando recebeu uma carta denunciando o caso de Virgília e que abriu seus olhos para a proximidade de Brás Cubas.

Neste ínterim, Brás Cubas foi apresentado à Eulália, uma bela jovem que era filha de um parente de Cotrim. A presença da jovem nos círculos sócias de Brás Cubas e os seus olhos cheios de interesse em Brás Cubas despertaram a atenção do protagonista, o que fez com que a paixão dele por Virgília diminuir ainda mais.

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O fim do caso com Virgília

Quincas Borba finalmente volta a dar as caras após todos esses anos. Pouco tempo depois de mandar uma carta para Brás Cubas e devolver o relógio que havia roubado, o filósofo e ex-mendigo surge para seu amigo e fala sobre a sua filosofia do Humanitismo, onde explica alguns detalhes deste sistema filosófico que mais parece sair da cabeça de um louco do hospício.

O fato importante que realmente acontece nestes dias é o fim do relacionamento de Brás Cubas e Virgília. Após tanto tempo, Lobo Neves recebe uma nova nomeação para ser presidente de uma outra província, o que significa que ele e Virgília deixarão a região do Rio de Janeiro. Desta vez, o secreto de nomeação não saiu com o número treze, não tendo nenhum tipo de impedimento para o seu prosseguimento. A despedida de Brás Cubas e Virgília já evidenciava o fim do relacionamento dos dois, com ela empolga com a promoção do marido, e com Brás Cubas sem vontade de tentar, uma vez, convencê-la a fugir com ele.

Após a partida de seu grande amor, Brás Cubas fica um tempo amuado e depressivo. Foi somente com a intervenção de Sabrina e Quincas Borba que ele teve ânimo para erguer sua cabeça e virar está página de sua vida. Focando na agitação do mundo e na conquista de reconhecimento público, Brás Cubas segue em frente, sendo que agora volta seus olhos para a jovem e bela Eulália.

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A morte de Eulália e o jornal de Brás Cubas

Eis que a morte bate novamente a morta dos conhecidos de Brás Cubas, sendo que agora leva sua jovem pretendente. Na época, uma epidemia de febre amarela assolou o mundo, ceifando a vida de muitas pessoas e de Eulália, que tinha apenas dezenove anos de vida. Como faz esse relato já estando morto, Brás Cubas admite que encarou tudo com muita frieza e, mesmo estando ao lado dela em seus últimos dias, não conseguiu derramar uma única lágrima.

Os anos de Brás Cubas foram seguindo depois disso, com ele enveredando por uma carreira política como deputado. Já tendo seus quarenta anos de idade, conta que seu foco agora era seguir como político para alcançar grandes postos na hierarquia nacional. Quando já estava com seus cinquenta anos, conta que Lobo Neves e Virgília retornaram para o Rio de Janeiro. Vê-la novamente após todos esses anos só provou o quanto ela era bela, pois ela ainda era uma mulher bela e deslumbrante.

Tempo depois comenta como sua popularidade como político foi diminuindo e que acabou não sendo reeleito para mais um mandato como deputado. Tal derrotada foi muito pesada para ele, com Brás Cubas ficando perdido e depressivo. Para tentar contornar esse fracasso, decide fundar um jornal, este que seria uma folha oposicionista e também seria uma aplicação política do sistema do Humanitismo criado por Quincas Borba.

Pouco antes da fundação do jornal, Brás Cubas recebe uma carta de Virgília pedindo para ele ir visitar D. Plácida. Ao contrário do que acontecia nos tempos que eram amantes, esse encontro era realmente para ver a velha mulher, pois estava muito doente e próxima da morte. Ao visitá-la e ver como passava por dificuldades nesses anos, Brás Cubas lhe deu uma quantia em dinheiro e a colocou num asilo, onde ela veio a falecer após algumas semanas.

Voltando ao jornal, o defunto autor comenta a tentativa de seu cunhado Cotrim de convencê-lo a não lançar tal jornal. Segundo o marido de Sabrina, lançar uma folha oposicionista somente prejudicaria Brás Cubas, fechando as portas do parlamento para ele. Na verdade, Cotrim, apena fazia isso para se proteger, pois não desejava que seu cargo político fosse prejudicado pelas ideias malucas de seu cunhado.

Acaba que Brás Cubas lança o jornal e faz um grande sucesso com sua folha política nas primeiras publicações. porém, tendo se passado apenas seis meses de seu lançamento, o jornal já estava morto, sendo esse mais um fracasso para a conta do protagonista.

Quem veio também veio a morrer nesta época foi Lobo Neves. Após tantos anos se esforçado e lutando para alcançar os cargos em sua carreira política, o marido de Virgília faleceu pouco tempo após ser provido para ministro.

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Os últimos anos de Brás Cubas

Após a morte de Lobo Neves e um estranho sonho – do tipo que só Quincas Borba teria e acharia normal, Brás Cubas visita um alienista – médico dos loucos. Ao conversar com o doutor, o protagonista não recebe nenhum diagnóstico, com o médico dizendo que todas as pessoas são levemente loucas e que quando esses breves momentos acontecem não o suficiente para dizer que elas estão enlouquecendo. 

Quem realmente está louco é Quincas Borba. O filósofo e ex-mendigo nunca esteve muito bem da cabeça e, ao chegar à época que os cabelos da cabeça já estão todos brancos, mostra sinais claros insanidade.

Tempo depois deste episódio, Brás Cubas se reconcilia com Cotrim após as desavenças de seu jornal e é iniciado pelo cunhado num misterioso grupo chamado Ordem Terceira. Segundo o defunto autor, as praticas que ele realizou ali dentro são secretas e não cabe a ele, mesmo já estando morto, comentar o que acontecia, sendo que somente diz que praticou obras de caridades e que estes foram os melhores anos de sua vida.

Após três ou quatro anos, Brás Cubas deixou a Ordem Terceira. Comenta que foi nesse período que Marcela, seu primeiro amor, faleceu; também comenta que reencontrou a coxa Eusébia nessas andanças. Ao reencontrar essas as figuras de sua juventude, Brás Cubas percebe o quão velho está. Um sinal claro que seus dias também estavam chegando ao fim foi a morte de seu querido amigo Quincas Borba; ele, que já apresentava sinais fortes de demência, faleceu na casa de Brás Cubas sem nunca conseguir publicar o seu sistema filosófico do Humanitismo.

O defunto autor encerra suas memórias comentando que os eventos que ocorrem entre a morte de Quincas Borga e a sua própria morte já foram narrados no começo da obra, que é o caso do seu projeto do emplasto Brás Cubas. Lamenta que não tenha conseguido lançar esse produto fenomenal, assim como lamenta que nenhum de seus projetos tenham sido bem sucedidos e lhe dado o reconhecimento que tanto desejava. Morre muito rico, pois conseguiu administrar bem a herança que recebeu de seus pais, mas que não teve esposa ou filhos para continuar o seu legado infeliz.

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Livro Memórias Póstumas de Brás Cubas - Edição de Luxo Editora Gardier

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Edição de Luxo

Edição de luxo em capa dura da Ediotra Garnier é a melhor versão desta obra fundamental para a literatura brasileira. 

 

Esses foram os nossos comentários resumindo Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

 

Eu sou Caio Motta e convido você a continuar acompanhando os nossos comentários sobre a obra de Machado de Assis, bem como demais textos da grande literatura universal presentes no nosso blog.