Venha conhecer os principais eventos que acontecem nos vinte e quatro cantos da Ilíada, de Homero.

A Ilíada de Homero
A Ilíada, de Homero

Canto 1: A briga de Aquiles e Agamemnon

A obra narra os eventos que acontecem no nono ano da Guerra de Troia, o conflito entre os exércitos gregos liderados pelo rei Agamemnon que pretendiam saquear a grandiosa cidade do rei Príamo. Homero narra em seus versos o desentendimento que ocorre entre o Agamemnon e o herói grego Aquiles, desentendimento este que levou a quase derrota do exército grego pelos troianos, a morte de Pátroclo – escudeiro de Aquiles, bem como a morte do herói troiano Heitor.

Homero começa narrando que o sacerdote troiano Crises vai até o rei Agamemnon para pagar um resgate por sua filha, mas, quando o monarca grego recusa aceitar a oferta e decide ficar com jovem como sua escrava, Crises roga para o deus Apolo, que era seu patrono, para que castigue os gregos até que Agamemnon mude de ideia. Ouvindo as preces de seu sacerdote, Apolo começa lançar uma peste de flechas contra o exército grego e dizimando inúmeros guerreiros.

Passado dez dias, Aquiles convoca uma assembleia para entender o motivo que Apolo castiga os gregos, onde se descobre que tal peste foi causada por Agamemnon, que recusou devolver a filha do sacerdote Crises.

Agammenon não deseja devolver a jovem, mas, mais que isso, desejava conquistar Tróia, tanto que aceita o resgate e devolve a jovem. Acontece que o monarca grego era muito arrogante e decide que não ficará sem uma escrava para si, tanto que decide tomar Briseide, a escrava de Aquiles. Tal atitude insulta o filho de Tétis profundamente, quase levando Aquiles a matar Agamemnon se a deusa Atena não tivesse intervindo e controlado o furioso semideus. Acaba que Aquiles decide se retirar do conflito, deixando de lutar ao lado dos gregos e ficando recluso em seu acampamento junto com seu exercido de Mirmidões.

Como a própria Atena ordenou que Aquiles aceitasse que Agamemnon tomasse sua escrava, o semideus permite que ela seja levada. Deixando levar por seus sentimentos, ele começa a chorar e grita por Tétis, a deusa ninfa que era sua mãe, esta que logo surge para acalmar a tristeza e a ira de seu filho. Sabendo que ela possui muita influencia sobre Zeus, Aquiles pede que ela vá até o deus dos deuses e que peça para o exército grego seja punido por causa das ofensas de Agamemnon, fazendo com que os troianos liderados por Heitor quase vençam a guerra até o ponto em que o rei grego se arrenda e peça perdão a Aquiles.

Tétis se comove com o sofrimento do filho, já que ambos sabem que foi profetizado que ele morreria lutando na guerra contra os troianos e, assim, não teria uma vida longa. Como tal infortúnio é certo e imutável, Aquiles pelo menos não deveria sofrer enquanto aguardo seu destino, coisa que não acontece. Ela logo consente no pedido do filho e sobe ao Olimpo para falar com Zeus.

Diante do monarca dos deuses, Tétis conta o que acontece e pede para que o desejo de Aquiles seja realizado, com os gregos quase perdendo a guerra e só voltando a triunfar quando as forças troianas lideradas por Heitor estivessem prestes a vencer a guerra. Zeus escuta o pedido e consente acenando com a cabeça, dando inicio a uma reviravolta no conflito entre os gregos e os troianos.

 

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Canto 2: O sonho de Agamemnon

Enquanto os homens e deuses descansam, Zeus pensa em como vai atender ao pedido de Tétis, onde decide que começara a manipular os sonhos de Agamemnon para convencê-lo a atacar os troianos e, assim, acabar sendo derrotado por exército de Heitor.

Decidido a realizar esse plano, Zeus ordena que o deus Sonho vá até os sonhos de Agamemnon e, assumindo a forma do sábio Nestor, o convença a lançar um ataque imediato contra as forças troianas. Sonho facilmente cumpre as ordens de Zeus, fazendo com Agamemnon tenha tais sonhos e subitamente acorde e ordene que os chefes gregos preparem suas forças para uma assembleia urgente.

Como também deseja manipular os soldados gregos, Agamemnon inicialmente reúne os guerreiros e diz para que chegou a hora de todos eles desistirem de dominar Tróia, com o cerco contra a cidade do rei Priámo se encerrando após nove anos. Apesar de alguns concordarem com o fim desta tão dura e custosa empreitada, chefes, heróis e até mesmo a deusa Atena se opõem a tal ideia, com Odisseu convencendo todos eles a continuarem lutando e não desistirem de saquear Tróia.

Assim, com os guerreiros todos estando inspirados pelas palavras de Odisseu, Agememnon lidera todo o seu grandioso e poderoso exército, com eles todos marchando rumo aos muros de Tróia.

Após uma breve interrupção da narração, onde Homero pede que as Musas inspirem seus versos, a narração da epopeia continua com contando que as forças troianas se preparam para se defenderem contra esta nova ofensiva grega, estando eles sob o comando do príncipe Heitor.  

 

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Canto 3: O duelo de Páris e Menelau

Os exércitos dos gregos e dos troianos voltam a se enfrentar, sendo que agora Aquiles não está praticando dos conflitos.

Páris, que roubou a esposa de Menelau, encontra o seu nêmesis no campo de batalha e foge de medo, pois sabe que não tem capacidade alguma de enfrentar o rei espartano. Quando vê que seu irmão se esconde no meio das fileiras troianas para não ter que enfrentar Menelau diretamente, Heitor repreende Páris, fazendo com que ele recupere um pouco de sua honra e decida desafiá-lo em um duelo.

Neste momento ocorre uma interrupção no combate, com os dois exércitos concordam em deixar que Páris e Menelau duelem até a morte e que vencedor fique com a bela Helena. Agamemnon aproveita o momento e pede para que o rei Príamo compareça diante de todos e garanta que o acordo do duelo seja cumprido. Heitor então manda um mensageiro correndo para dentro das muralhas Tróia para avisar seu pai.

Quem é muito mais rápido que este mensageiro é Íris, a deusa mensageira do Olimpo. Ela, que observava o desenrolar o conflito, rapidamente vai até os aposentos de Helena para informa-la sobre o duelo que Páris e Menelau farão por sua mão. Ao ouvir isso, a mulher mais bela do mundo lamenta e chora, pois sabe que todo o conflito ocorre porque ela, estando sob a influencia de Vênus, abandonou seu marido e fugiu com o príncipe troiano. Indo até o rei Primao, Helena chora e se desculpa por causar tanta dor, sendo que agora Menelau certamente matará Páris.

O rei de Tróia tenta acalmar Helena e, estando junto com os demais anciões troianos, pede para que Helena comente sobre os grandes heróis e chefes gregos que lutam sob o comando do rei Menelau.

Quando o mensageiro enviado por Heitor finalmente chega até o rei Príamo e comenta sobre o duelo mortal entre Páris e Menelau, o monarca troiano logo desce de seus aposentos e vai até o campo de batalha para selar um acordo com Agamemnon. Com os guerreiros dos dois exércitos fazendo sacrifícios em nome dos deuses, o pacto entre os dois lados e realizado. Então finalmente o duelo de Páris e Menelau, onde o príncipe troiano deseja provar seu valor e mostrar que é mais do que um ladrão de esposas, enquanto o rei espartano deseja se vingar do homem que desonrou e o humilhou.

Com os dois exércitos parados observando tudo sem lutar, o embate começa com os dois arremessando suas lançar e Menelau logo mostrando que é muito superior a Páris, conseguindo o derrubar e começando a arrastá-lo em direção aos guerreiros gregos. Ao ver que Páris certamente morreria, a deusa Afrodite vai até o campo de batalha e salva o príncipe troiano, utilizando de seus poderes divinos para resgatá-lo das mãos de Menelau e leva-lo em segurança para dentro das muralhas de Tróia.

 

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Canto 4: A assembleia dos deuses no Olimpo

Zeus então reúne todos os deuses no Olimpo para uma assembleia. Com todos bebendo e celebrando, o deus dos deuses faz algumas provocações sobre a guerra entre os gregos e troianos; como sabe que os deuses estão divididos entre os apoiadores da causa grega e os apoiadores da causa troiana, provoca Hera dizendo que Tróia não precisa ser destruída.

Acaba que, como Afrodite interferiu no duelo de Páris e Menelau, Zeus permite que os troianos sofram pelo pacto que foi quebrado, com a deusa Atena descendo até o campo de batalha e auxiliando os gregos em seus combates.

Quando Afrodite salvou Páris, ela deixou uma nuvem para trás, fazendo com que os mortais não percebessem que ele desapareceu e ficassem procurando o príncipe de Tróia. Atena então faz com que um dos guerreiros troianos atacasse Menelau com uma flecha, causando a ira dos gregos e fazendo com que eles se lançassem contra os troianos e a batalha entre os dois exércitos começasse novamente.

 

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Canto 5: As glórias de Diomedes

Durante a batalha dos gregos contra os troianos, Atena vai para o combate para apoiar os gregos, onde infunde força e coragem a Diomedes e torna o guerreiro mais poderoso. Com todo este poder, ele avança contra as fileiras troianas, conseguindo derrota-los com facilidade.

Tamanha a força e o avanço de Diomedes que até mesmo os heróis e semideuses que lutam junto aos troianos são derrotados. Dentre eles, quem quase morre é Eneias, que tenta interromper o avanço de Diomedes, mas preciso ser salvo por sua mãe Afrodite para não ser morto. Até mesmo a deusa do amor é atacada por Diomedes quando tenta salvar seu filho Enéias, tanto que só não morre porque é uma divindade imortal.

Ares fica ofendido com o avanço de Diomedes e também pela forma como ele feriu Afrodite. Tomado pela sua ira, o deus da guerra desce para o campo de batalha assumindo a forma de um dos troianos e começa a lutar contra Diomedes. Acontece que Atena ainda estava favorecendo os guerreiros gregos e não deixa que Ares machuque Diomedes; estando invisível, a deusa da sabedoria guia uma lança contra seu irmão, fazendo com que ele fugisse da luta por causa do ferimento.

 

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Canto 6: Os esforços de Heitor

A batalha dos gregos e troianos continua, com os gregos se sobrepujando graças aos grandes feitos de Diomedes. Como Aquiles se retirou do combate após brigar com o rei Agamemnon, são os feitos de Diomedes e de outros heróis que favorecem o exército grego.

Vendo como os gregos se sobressaem, o príncipe Heitor percebe que precisa fazer algo, pois logo todo o exército troiano estará morto e as forças do rei Agamemnon conseguirão conquistar a cidade de Tróia. Para isso, o príncipe troiano inspira seus guerreiros com suas palavras e então parte para falar com os anciões troianos em busca de uma ajuda.

Dentro das muralhas de Tróia, Heitor vai até sua mãe e pede para que ele faça oferendas e sacrifícios aos deuses, pedindo para que eles auxiliem os guerreiros troianos na defesa contra os gregos. Depois ele vai até seu irmão e o convence a voltar para o campo de batalha, pois, desde que foi resgatado por Afrodite do duelo contra Menelau, Páris estava evitando voltar a lutar.

Aproveitando sua passagem pelos palácios de Tróia, Heitor visita sua esposa e seu filho. Vendo a realidade da guerra que acontece, ele confessa não ter dúvidas que a cidade, cedo ou tarde, será dominada pelos gregos, mas que era que ela e seu filho conseguiam fugir e sobreviver. Terminando esta conversa, Heitor volta para lutar contra gregos, sendo que agora volta com os reforços de seu irmão Páris.

 

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Canto 7: O duelo de Heitor e Ajax

Com Heitor e Páris de volta ao campo de batalha, os guerreiros troianos ficam na vantagem contra os gregos. A deusa Atena, que é favorável aos gregos, desce dos céus para auxilia-los, mas acaba sendo interrompida por Apolo, que a convence a realizar uma trégua entre os dois exércitos.

Para fazer com que essa trégua ocorra, Atena e Apolo decidem que um duelo ocorra entre dois campeões de cada exército e que após isso os dois lados fiquem um dia em paz. Heitor acaba sendo escolhido como o representante dos troianos e, após muito receio e discussão, Ajax é escolhido como representante dos gregos.

Com os dois exércitos observando, começa mais um duelo entre os gregos e troianos. Heitor arremessa sua lança e quase matando Ajax com um único ataque, pois este foi salvo for seu escudo. Em resposta, Ajax movimenta sua haste com tamanha velocidade que, se Heitor não se abaixasse, teria seu pescoço arrancado. Quando a luta se intensifica e o fim de um dos heróis estava muito próximo, o deus Mercúrio surge e interrompe o duelo, dizendo que Zeus ordenou que ambos parassem de lutar e os dois exércitos fossem descansar. Assim, acaba o dia, com Heitor e Ajax sobrevivendo e os demais guerreiros gregos e troianos indo repousar.

Ambos os exércitos deixam o dia seguinte para cuidar de seus mortos, ficando acordado que os gregos e troianos não lutariam para poder dar um funeral digno aqueles que morreram lutando.

Os chefes troianos aproveitam o descanso para realizar uma assembleia e discutir a sua situação. Conversam sobre a possibilidade de indenizar Agamemnon e Menelau por suas perdas, mas o rei Príamo toma a palavra e decide que a guerra continuará.

Enquanto isso, os gregos utilizam o seu descanso para fortificar seu acampamento. Como a cidade de Tróia possui suas grandes muralhas para favorecer seus guerreiros, os gregos decidem construir uma poderosa muralha de madeira ao redor dos seus acampamentos e, após isso, escavar um fosso ao redor, sendo esta a defesa deles contra um possível avanço das forças de Heitor e de seu exército. 

 

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Canto 8: A benção de Zeus aos troianos

Com o arraiar do dia, Zeus convoca todos os deuses para uma nova assembleia e os proíbe de interferir nas próximas batalhas dos gregos e troianos. Diz que sua decisão é irrevogável e que qualquer um dos deuses que desafiar suas ordens sofrerá as piores punições, sendo somente permitido que eles auxiliem os gregos e troianos com seus conselhos.

Acontece que Zeus é quem interferirá nos combates. Enquanto proíbe os demais deuses de se intrometerem, o deus dos deuses vai ele começa a arremessar seus poderosos raios contra os guerreiros gregos, começando assim a favorecer Heitor e o exército de Tróia.

Assim começa a destruição dos gregos, com os guerreiros que tinham acabado de acordar e já lutavam vindo a serem massacrados pela força de Zeus. Os que não morrem pelos raios acabam morrendo pelas lanças troianas, já que Heitor aproveitou para começar uma investida contra os gregos; os que ainda sobrevivem, fogem de medo, recuando para dentro das muralhas de madeira que eles ergueram.

Hera e os demais deuses partidários dos gregos ficam revoltados com a atitude de Zeus, pois ele dizia os guerreiros gregos e não permite que nenhuma divindade possa socorrê-los. Só ocorre um alivio desta situação quando o rei Agamemnon faz muitas súplicas e Zeus manda um sinal para animar os gregos por um breve período.

Acaba que Hera se junta à Atena e as duas vão até Zeus tentar convencê-lo, mas acabam sendo repreendidas, tendo que aceitarem que as ordens do deus dos deuses não inquestionáveis e que nem mesmo todos os deuses juntos podem fazer algo contra ele.

Os troianos, por outro lado, celebram as bênçãos de Zeus. Como já anoiteceu, eles descansam e aguardam a chegada do próximo dia para continuar o seu avanço e liquidar com os invasores gregos.

 

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Canto 9: O desespero dos gregos

Durante a noite, enquanto os troianos celebram as suas vitórias, os guerreiros gregos sofriam com a possiblidade iminente da sua derrota. Com o medo se alastrando por todo o acampamento grego, o rei Agamemnon convoca os chefes para uma assembleia a fim de discutir a situação deles, onde concluem que toda a desgraça que assola o exército grego é culpa do próprio Agamemnon, que insultou Aquiles e o fez se retirar do campo de batalha.

Apesar de seu grande orgulho, Agamemnon concorda com o que é dito. Ao tomar a escrava de Aquiles, Agamemnon ofendeu o mais valioso guerreiro grego e agora paga o preço por não ter Aquiles lutando ao seu lado. Decide chegou a hora de se redimir, pedindo perdão a Aquiles e trazendo-o de volta para campo de batalha. Para isso, envia Ajax e Odisseu até as tendas onde Aquiles fica junto com seu exército – os Mirmidões, para que devolvam a escrava que Agamemnon tomou e, ao lhe dar grandiosos presentes, convençam o filho de Tétis a voltar para a guerra contra os troianos. 

Quando Aquiles os recebe e escuta os apelos de seus colegas, ainda mostra estar tomado pela ira que o fez se revoltar contra Agamemnon. Diz que nem mesmo todos os tesouros do mundo o farão voltar a lutar contra os troianos, tanto que avisa que logo partirá com seu exército e voltará para sua casa.

Os chefes gregos ficam ainda mais desesperados quando Ajax e Odisseu retornam e informam a recusa dada por Aquiles. Sem saber o que os deuses e o destino lhe reservam, os gregos vão descansar e aguardar o porvir.

 

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Canto 10: A invasão noturna dos gregos

Ainda durante a noite, enquanto todos os guerreiros gregos dormiam, o rei Agamemnon não conseguia pregar os olhos. Desesperado com a próxima ofensiva de Heitor, o monarca grego vai até a tenda de Nestor para ouvir seus sábios e inestimáveis conselhos. No meio do caminho, encontra seu irmão Menelau e pede para que ele acorde os outros chefes gregos e os reúnam para mais uma assembleia.

Com todos reunidos, Nestor propõe que algum deles aproveite as sombras da noite para invadir os acampamentos que os troianos montaram ao redor do fosso e das muralhas dos gregos para descobrir alguma informação sobre o próximo ataque do príncipe Heitor. Sob a benção da deusa Atena, Diomedes e Odisseu partem nesta missão suicida.

Enquanto isso, no acampamento dos troianos, Heitor também se reunia com os chefes de Tróia e também propunha que algum guerreiro corajoso se esgueirasse até o acampamento inimigo para obter novas informações. O guerreiro Dolão se voluntaria para tal missão e logo parte durante a noite rumo às praias onde os gregos aportaram as suas naus e ergueram os seus acampamentos, mas, no meio do caminho, acaba sendo visto por Diomedes e Odisseu, iniciando uma perseguição que termina na captura de Dolão.

Após ser interrogado, onde guerreiro troiano conta onde os chefes gregos estão dormindo, Dolão é morto por Diomedes e Odisseu, que aproveitam essas informações para silenciosamente matar vários inimigos. Quando os troianos são avisados por Apolo que os gregos estavam lançando um ataque furtivo, os dois fogem com as bênçãos de Atena e retornam para junto dos gregos, onde são recebidos com festas após serem bem-sucedidos nesta missão suicida.

 

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Canto 11: Os gregos e troianos tornam a lutar

Quando finalmente amanhece, Zeus manda a deusa Discórdia percorrer o acampamento dos gregos e os incitar a lutar com toda a determinação, onde ela percorre as tendas dando um grito horrendo que acorda os guerreiros e lhes dá um desejo imenso de lutar.

Com esse estímulo divino, Agamemnon e os chefes gregos logo fazem os seus guerreiros pegarem em armas e se locarem a frente do fosso que tinham escavado, estando todos eles prontos para mais um dia de combate. Do outro lado das planícies, os troianos também já tinham acordado e, sob a liderança de Heitor e Enéias, seguiam para enfrentar os gregos.

Diferente dos combates, nenhum dos lados recua ou se abala com as mortes de seus guerreiros, sendo isto obra da inspiração dada pela deusa Discórdia, que faz com eles não tenham medo de morrer enquanto lutam. Assim, após horas de batalha, os gregos começam a derrotar as forças troianas e recuperar o ânimo que tinham perdido após as suas derrotas, com eles empurrando o exército inimigo para perto das muralhas de Tróia.

Após novamente pedir a inspiração das Musas, onde pede inspiração para contar a história do troiano Antenor, Homero narra os feitos do rei Agamemnon durante a batalha, dizendo como ele comandava os exércitos e conseguia matar muitos troianos, mas também conta que ele acaba se ferindo e recuando para o acampamento e deixando o comando para os demais chefes gregos.

Quando Heitor percebe a retirada de Agamamenon, vê que chegou a hora de, mais uma vez, empurrar o exército grego de volta para as suas naus. Neste momento ele enfrenta Diomedes e Odisseu, onde começa um conflito entre os heróis gregos e troianos que culmina com Odisseu e Diomedes sendo feridos e também tendo que se retirar para os acampamentos gregos.

Com muitos feridos e mortos, as forças gregas novamente começam a sucumbir perante Heitor e gradativamente são empurradas de volta para as suas naus.

Aquiles, que até então tinha se retirado da batalha, olha o que acontece de cima de sua nau. Curioso para saber quem eram os guerreiros gregos que recuavam sob tanta pressão, ordena que seu escudeiro Pátroclo vá até as tendas de Nestor para obter mais informações sobre a situação do combate. Na tenda de Nestor, Pátroclo é informado que os gregos estão sendo massacrados desde que Aquiles se retirou da batalha e pede para que o jovem escudeiro o convença a retornar, pois logo as forças do príncipe Heitor liquidaram com todos os gregos.

 

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Canto 12: O avanço dos troianos contra os gregos

Com tantos guerreiros mortos e com quase todos os seus heróis feridos, o exército grego começa a sucumbir perante as forças dos troianos e do príncipe Heitor. Conforme lutam, os gregos que ainda estão vivos gradativamente vão sendo empurrados para longe das muralhas de Tróia, com eles buscando refúgio atrás do fosso que escavaram e da muralha de madeira que ergueram ao redor dos seus acampamentos.

Acontece que essas construções não são o bastante para parar o avanço implacável de Heitor. Liderando os troianos e não tendo nenhum dos heróis gregos para enfrentá-lo, logo ele sobrepuja o fosso e as muralhas, conseguindo levar o seu exército para onde estavam os acampamentos dos gregos.

 

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Canto 13: Poseidon socorre os gregos

Como o exército de Heitor já havia sobrepujado o fosso e a muralha dos gregos, Zeus deixa de prestar atenção no combate, já tendo abençoado os guerreiros troianos para que continuem avançando e destruindo as forças gregas.

Poseidon, que faz parte do grupo de deuses que são favoráveis aos gregos, aproveita que seu irmão não está prestando atenção e intervém para socorrê-los. Ao assumir a forma de um dos guerreiros gregos, ele estimula os guerreiros gregos que ainda não morreram com um discurso para que continuem lutando, além de também utilizar seus poderes divinos para motivá-los. Com isso, o combate entre os dois exércitos volta a se equilibrar, sendo que é o herói Ajax que lidera a defesa dos gregos.

Conforme a batalha progride, os troianos começam a perder o espaço que tinham conquistado. Por causa da benção que Poseidon dá aos gregos e do medo que os troianos tinham de lutar tão próximos do acampamento de Aquiles, os chefes de Tróia tentam persuadir Heitor a recuar e recuperar suas forças, mas acaba que ele diz não temer nada e avança contra os gregos, procurando derrotar o grande Ajax.

 

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Canto 14: A intervenção de Hera

Enquanto Ajax e os gregos se enforcam para enfrentar o exército de Heitor, os demais chefes gregos se reúnem para decidir o que fazer neste momento tão desafiador. Após discussões e até ter se levantado a possibilidade de uma fuga imediata de todos os gregos, Agamemnon recupera sua coragem e, mesmo estando ferido, volta para as fileiras junto com Nestor, Odisseu e Diomedes, fazendo com a presença deles eleve o ânimo dos gregos resistem lutando.

Além de Poseidon, Hera também decide intervir para auxiliar os gregos. Como temia uma possível preensão de Zeus, já que ele ordenou que nenhum deus intervisse na guerra entre os gregos e troianos, ele decide que vai seduzi-lo e então coloca-lo para dormir. Para isso, se prepara da forma mais bela e irresistível possível, além de convencer o deus Sono a colocar Zeus para dormir.

Hera então vai até Zeus e os dois deuses ficam juntos, sendo este o momento que Sono enfeitiça o deus dos deuses, colocando-o para dormir e deixando abater a oportunidade para que os deuses voltem a interferir na batalha entre os gregos e troianos.

Sob a benção dos deuses, os heróis gregos que estavam feridos recuperam as suas forças, indo todos eles contra as fileiras troianas que estavam sob o comando de Heitor. Diomedes e Ajax são os que desafiam o príncipe troiano, com Heitor sofrendo um grave golpe na cabeça e caindo desmaiado e tendo que ser salvo pelos guerreiros troianos que recuam após essa investida feita pelos gregos.

Homero encerra o canto pedindo, mais uma vez, que as Musas inspirem os seus versos, o auxiliando a narrar como os gregos sobreviveram a mais essa investida de Heitor e agora saqueiam os corpos dos troianos que morreram lutando na praia.

 

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Canto 15: Zeus acorda de seus sonhos

Com Zeus dormindo por causa do plano de Hera, Atena e Poseidon puderam interferir diretamente na guerra a favor dos gregos, o que possibilitou que as forças gregas repelissem os troianos de volta para longe de suas naus.

Acontece que a alegria dos gregos durou pouco, já que Zeus acorda de seus sonhos e percebe que foi enfeitiçado. Ao notar que os deuses aproveitaram para interferir na guerra, o deus dos deuses logo ordena que Poseidon e as demais divindades partidárias dos gregos deixarem o campo de batalha. Além disso, Zeus continua com seu plano, voltando a abençoar Heitor para que ele avance contra os gregos até o ponto que Aquiles mande seu escudeiro Patrócolo lutar contra os troianos e acabe morrendo, sendo este o momento da guerra que Aquiles voltaria a lutar e isso levasse ao fim de Tróia.

Assim os troianos voltam a se fortalecerem e, mais uma vez, subjugam as forças dos gregos, conseguindo avançar através do fosso e das muralhas feitos pelos gregos. Ao ver como os gregos novamente caiam com o avanço de Heitor de seus guerreiros, Pátroclo corre de volta para as tendas de Aquiles para tentar convencê-lo a voltar ao combate.

 

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Canto 16: A morte de Pátroclo

Enquanto os gregos resistiam lutando contra o avanço dos troianos, Pátroclo chega até a tenda de Aquiles e do exército dos Mirmidões e explica para o filho de Tétis o desenrolar da guerra, narrando como os troianos liderados por Heitor estão quase incendiando as naus gregas.

Como sabe que Aquiles ainda está tomado pela ira e não retornará ao combate, Pátroclo pede para utilizar as armas de Aquiles e liderar o exército dos Mirmidões para afugentar os troianos, já que acreditarão que ele retornou ao combate e fugirão de volta para Tróia. Após relembrar os motivos que o fez se ausentar do combate e como somente pretende voltar após os troianos quase vencerem a guerra, Aquiles concorda com o plano de Pátrolo, o autorizando a lutar contra os troianos.

Após interromper a sua narração para, mais uma vez, pedir a benção das Musas, Homero narra o conflito dos gregos que ainda lutavam contra os troianos. Conta como o príncipe Heitor, estando sob as benções de Zeus, consegue ferir Ajax, e como os troianos vão incendiando um barco grego após o outro.

Eis que então chega Pátroclo vestindo a armadura de Aquiles e liderando o exército dos Mirmidões, sendo esse o momento que os guerreiros gregos que ainda não tinham mortos são salvos pelo jovem escudeiro de Aquiles, e o momento que o exército troiano é massacrado. Os guerreiros troianos que não morrem pelas mãos de Pátroclo fogem de medo, já que acreditam que é o próprio Aquiles retornando para o combate.

Quando Pátroclo e Heitor se encontram no campo de batalha, o príncipe troiano percebe que não é o verdadeiro Aquiles que está lutando e parte para atacá-lo, começando um duelo mortal entre os dois. Com as bênçãos de Zeus e a intervenção direta de Apolo, Heitor facilmente vence Pátroclo, atravessando o jovem escudeiro de Aquiles com sua lança e dando um fim a sua vida.

 

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Canto 17: A batalha pelo cadáver de Pátroclo

Com a morte de Pátroclo, começa uma batalha pelo corpo do jovem escudeiro de Aquiles, onde Heitor e os troianos desejam levar cadáver para a cidade de Tróia para mutilá-lo, enquanto os gregos desejam leva-lo para o acampamento grego e dar-lhe um funeral digno.

Dos gregos, é Menelau que mais luta para recuperar o corpo de Pátroclo, enquanto é Heitor quem lidera os troianos, já que, não satisfeito em mata-lo e espolia-lo, também deseja ver o jovem grego destroçado.

Após um longo conflito, onde Atena e Apolo interferiram para favorecer os dois lados, os gregos recuperam o corpo e o levam diretamente para Aquiles, para que ele saiba sobre o ocorrido e possa dar um funeral para o seu querido amigo.

 

 

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Canto 18: O desespero de Aquiles

Os gregos e troianos lutam pelo cadáver de Patroloco. Apesar de Menelau conseguir reaver o corpo morto, Heitor e seus guerreiros ainda tentam toma-lo para leva-lo até Tróia e então mutilar Pátroclo em sinal de humilhação.

Enquanto, um mensageiro enviado por Menalau chega até as tendas de Aquiles e o informa sobre a morte de seu querido amigo. Mesmo já prevendo que tal coisa poderia acontecer, o filho de Tétis se desespera com a noticia, com seus gritos sendo ouvidos por sua mãe e fazendo-a ir até Aquiles. Diante de sua mãe, Aquiles lamenta sobre sua vida, lembrando que já foi profetizado que ele morria jovem enquanto lutava próximo das muralhas de Tróia, não podendo ter uma vida longa e tranquila.

Aquiles diz que voltará a lutar ao lado dos gregos contra os troianos, mas que não possui mais sua armadura e escudo por tê-los emprestado a Pátroclo. Para resolver isso, Tétis pede para que ele aguarde, pois ira pessoalmente pedir ao deus Hefesto equipamentos novos.

Enquanto isso, os gregos e troianos continuavam a lutar pelo cadáver de Pátroclo. Vendo que Menelau e os demais guerreiros gregos estavam quase perdendo a posse do corpo, Hera e Atenda mandam a deusa mensageira Ísis ira até Aquiles dizer para que ele, mesmo sem armadura, vá até o campo de batalha para recuperar o corpo do seu escudeiro. Ao ouvir tais palavras da mensageira dos deuses, o filho de Tétis parte imediatamente até próximo do fosso escavado pelos gregos e, utilizando um elmo mágico entregue dado pela deusa Atena, solta um grande e aterrorizante berro, fazendo os troianos todos recuarem de medo e possibilitando que o corpo de Pátroclo finalmente fosse recuperado.

Nisto anoitece, com os gregos e troianos interrompendo as suas batalhas para descansarem e recuperarem as suas forças. No acampamento dos troianos, Heitor e os demais chefes discutem o povir; agora que Aquiles retornou ao combate, todos são tomados pelo medo, mas Heitor os motiva a continuar lutando até que finalmente expulsem os gregos de seu país. Tais palavras inspiram e motivam todos os guerreiros, fazendo com os troianos descansem celebrando e se banqueteando.

No acampamento grego, por outro lado, impera a tristeza e o sofrimento. Aquiles ordena que seus homens preparem o cadáver de Pátroclo, mas que não seja feito o seu funeral agora, com ele seus homens passando toda a noite lamentando a morte do jovem escudeiro.

No Olimpo, Tétis chega até o palácio do deus Hefesto. Ali, ela explica o que acontece e pede para que o deus dos ferreiros produza uma nova armadura e um novo escudo para Aquiles. Como sempre foi amigo de Tétis, Hefesto acata ao pedido e logo parte para suas fornalhas, produzindo rapidamente a armadura e o escudo mais poderosos que um mortal poderia utilizar.

 

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Canto 19: A reconciliação de Aquiles e Agamemnon

Quando amanhece, Tétis retorna até as tendas de Aquiles e entrega ao seu filho a armadura e o escudo que foram forjados por Hefesto. Antes de partir para o combate, Aquiles pede para que sua mãe preserve o cadáver de Pátroclo, impedindo que ele seja corrompido pela decomposição. Pede isto pois diz que somente realizará o funeral de seu escudeiro após matar Heitor.

Indo até os gregos, Aquiles se reúne com Agamemnon e os demais chefes gregos. Ali ele se reconcilia com o rei grego, onde Agamemnon pede desculpas a Aquiles por ter sido arrogante e ter tomado a sua escrava. Após um grande banquete, os guerreiros gregos partem para enfrentar o exército troiano de Heitor.

 

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Canto 20: A batalha entre os deuses

Então Zeus convoca todos os deuses para outra assembleia, onde agora autoriza que todas as divindades intervenham na guerra dos gregos contra os troianos da forma que bem entendem e revoga suas ordens anteriores, que tinham proibidos que eles interferissem no conflito.

Assim, com a autorização do deus dos deuses, as divindades se dividem entre os partidários dos gregos e dos partidários dos troianos e descem ao campo de batalham iniciando um conflito entre eles.

Enquanto os deuses se enfrentavam e abalavam o mundo com seu combate, Aquiles liderava os gregos contra o exército troiano, que estava aterrorizado com o retorno do filho de Tétis. Enéias é um dos heróis troianos que tenta fazer frente a Aquiles, mas precisa ser salvo por Apolo para não perecer.

Quem finalmente surge diante de Aquiles para confrontar é Heitor. Vendo como o semideus grego massacrava todos os troianos com, Heitor cria coragem para enfrenta-lo, mas, assim como Enéias, o príncipe troiano precisou da intervenção direta de Apolo para não ser morto por Aquiles.

 

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Canto 21: O massacre de Aquiles contra os troianos

Como Enéias e Heitor foram salvos por Apolo dos golpes mortais de Aquiles, o semideus grego filho da ninfa Tétis desconta a sua ira encontrável contra os guerreiros troianos que surgiam na sua frente. Um após o outro caiam sob a poderosa lança de Peleu – a arma que Aquiles herdou de seu pai e que ele usa para massacrar o exército de Tróia.

Nem mesmo a intervenção dos deuses é suficiente para interromper o avanço mortal de Aquiles. Xanto Escamandro, dois deuses que personificam dois rios próximos de Tróia, se voltam contra Aquiles após ele mantar tantos troianos e os arremessar em suas águas, mas ele agora é que é salvo pelos deuses, sendo abençoado por Atena e Poseidon e sobrepujando a força dos dois rios.

Os deuses, que tinham interrompido a batalha que faziam entre si, agora tornam a brigar. Atena enfrenta e vence Ares e depois parte captura Afrodite e amarra os dois no chão, mostrando que os deuses partidários dos gregos são igualmente superiores em combate como são os guerreiros que lutam contra os troianos.

Apolo, que não aceitou lutar contra os demais deuses, vai para o campo de batalhar para proteger os troianos. Vendo como Aquiles seguia matando os guerreiros de Tróia, o deus Sol se disfarça do príncipe Agenor para afastar Aquiles e possibilitar que os demais guerreiros possam fugir enquanto ele é perseguido.

 

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Canto 22: A batalha de Aquiles contra Heitor

Enquanto Aquiles perseguia Agenor – este que era o deus Apolo disfarçado -, os guerreiros troianos que não foram mortos pelo filho de Tétis aproveitavam para recuar para dentro das muralhas de Tróia.

Quando os guerreiros todos recuam, Apolo releva sua verdadeira identidade e caçoa de Aquiles, fazendo o semideus grego ficar ainda mais irritado e voltar para os portões da cidade. O único troiano que não recuou foi o príncipe Heitor, pois ele se recusa a fugir, preferindo morrer ao lutar contra Aquiles a viver como um covarde. Tal coragem logo desaparece quando ele vê Aquiles se aproximar, tanto que sai correndo ao redor das muralhas e, assim, acontece uma perseguição entre os dois.

Após quatro voltas ao redor de Tróia é que Heitor percebe que não conseguira continuar fugindo, sendo este o momento que ele decide enfrentar Aquiles num duelo. Invocando o nome dos deuses, Heitor propõe um pacto com Aquiles, onde o perdedor não terá seu corpo ultrajado e, sim, devolvido para receber os devidos ritos funerários, mas o filho de Tétis nega tal acordo, dizendo que Heitor será morto e seu corpo terá o mesmo fim que ele deseja dar ao cadáver de Pátroclo.

Então finalmente acontece o duelo mortal entre Heitor e Aquiles, este que, logo após dar suas palavras, arremessa sua poderosa lança contra o príncipe troiano. Sendo o guerreiro excepcional que é, Heitor consegue esquivar deste arremesso que liquidaria com qualquer outro guerreiro; responde arremessando e acertando Aquiles com sua, este que facilmente bloqueia tiro com o poderoso escudo de bronze forjado por Hefesto. Neste momento, a deusa Atena, que estava invisível para Heitor, pega a lança de Aquiles e a devolve, possibilitando que ele atravesse Heitor com a arma.

Em seus últimos suspiros, Heitor implora por funeral digno, mas vive mais alguns segundos apenas para ver Aquiles apontando para o acampamento grego e dizer que seu corpo será entregue aos corvos e aos cães. Então Aquiles arranca a lança do corpo de Heitor, dando fim à vida príncipe de Tróia.

Os guerreiros gregos que assistiam aplaudem Aquiles por seus grandes feitos, enquanto os troianos que estavam vendo tudo do alto das muralhas se desesperam, já que, com a morte de Heitor, é mais que certo que o fim de Tróia se aproxima.

 

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Canto 23: O funeral de Pátroclo

Enquanto o povo troiano chora por causa da morte de seu príncipe guerreiro, os gregos voltam para os seus acampamentos para celebrar a gloriosa investida de Aquiles e a morte de Heitor. O único que não comemora é o próprio Aquiles, já que chegou a hora de finalmente realizar de Pátroclo.

O funeral ocorre logo na manhã seguinte, tendo a participação de todos os chefes troianos, que ordenam que o máximo de lenha fosse preparada para fazer a maior pira que já existiu.

Após o funeral, Aquiles realiza uma série de jogos esportivos entre os gregos, onde premia os vencedores com o seus tesouros mais valiosos.

 

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Canto 24: O funeral de Heitor

Após o funeral de Pátroclo, Aquiles continua em posse do cadáver de Heitor. Ainda tomado pela mágoa de perder seu escudeiro e amigo, o filho de Tétis não consegue dormir e acaba dedicando seu tempo para profanar o corpo morto.

Vários deuses ficam ofendidos com a atitude de Aquiles, tanto que Apolo intervém constantemente para proteger o corpo de Heitor de tais agressões. Zeus acaba determinando que Heitor também receba um funeral digno, já que sempre foi um grande guerreiro e um homem que sempre honrou os deuses. Para isso, Tétis é enviada até seu filho e informa as ordens dos deuses, conseguindo convencê-lo a libertar o corpo de Heitor.

Então a deusa Iris é mandada até o mundo dos homens para ir até o rei Príamo, o informando de que deve pessoalmente levar um resgate até Aquiles para poder pegar o corpo de seu filho morto. O rei de Tróia, que não dormia por causa do sofrimento, sente um alívio com tal mensagem e logo reúne um tesouro para entregar ao semideus grego.

Como foi ordenado que Príamo fosse sozinho até as tendas de Aquiles, Zeus mandou que o deus Hermes acompanhasse o rei troiano no caminho, evitando que ele fosse atacado pelos gregos e permitindo que ele chegasse até Aquiles sem nenhuma complicação.

Após ser deixado no acampamento dos gregos por Hermes, Príamo entra sozinho na tenda de Aquiles. Num ato surpreendente, o rei troiano se lança aos pés de Aquiles e beija as mãos do inimigo grego que matou seus filhos e trouxe a desgraça para o seu reino. Após se apresentar e revelar quem é, os dois conversam e Príamo consegue comover Aquiles ao falar sobre Peleu, pai de Aquiles. Como já foi informado por sua mãe sobre as ordens dos deuses, Aquiles diz que aceitará o resgate pelo corpo de Heitor, trazendo uma grade alívio para o sofrimento de Príamo.

Por convite de Aquiles, Priámo ceia em sua tenda e até passa a noite para descansar, sendo esta a primeira vez que o rei de Tróia consegue dormir nestes nove dias que se passaram desde que Heitor foi morto. Ambos fazem um acordo em respeito ao funeral de Pátroclo e ao funeral que será feito por Heitor, onde os gregos e troianos farão uma trégua de onze dias sem lutar.

Então, sendo novamente guiado pelo deus Hermes, Príamo volta para Tróia trazendo o corpo de seu filho. Quando Príamo entra de volta para sua cidade, a princesa Cassandra acorda o povo troiano e manda que fossem contemplar o corpo de Heitor e demonstrar respeito pelo príncipe que morreu.

Desta forma, com o sepultamento de Heitor e trégua entre gregos e Heitor, Homero concluí a narração do seu grandioso e inigualável épico.

 

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Ilíada de Homero

Ilíada – Homero

Em uma tradução direto do grego feita por Carlos Alberto Nunes, está é a melhor edição para quem busca compreender uma das maiores obras literarias da humanidade.

 

Esses foram os nossos comentários sobre A Ilíada, de Homero

Eu sou Caio Motta e convido você a continuar acompanhando os nossos comentários sobre a grande obra Homero, bem como demais textos da grande literatura universal presentes no nosso blog.