Neste nosso décimo segundo comentário sobre a Ilíada, falamos sobre o décimo segundo canto da epopeia, onde o exército troiano liderado pelo príncipe Heitor consegue sobrepujar o fosso e as muralhas gregas e invadir o acampamento dos invasores inimigos.

O destino trágico de Tróia
Enquanto Pátroclo auxiliava os guerreiros feridos e pensava sobre o que fazer para salvar o exército grego, o combate continuava acontecendo do lado de fora do acampamento grego. Embora as muralhas de madeira e o profundo foço feitos pelos gregos fossem formidáveis, logo seriam sobrepujados pelo avanço implacável de Heitor.
Homero comenta que Tróia sucumbira somente no décimo ano do cerco (atualmente ele narra o nono ano), sendo que Aquiles deverá ter voltado a lutar nas fileiras e o príncipe Heitor deverá estar morto. Somente assim os gregos conseguirão dominar as muralhas troianas, saquear a cidade e então voltar para casa em seus navios. Também comenta que a cidade se perderá no tempo, pois os deuses destruirão seus formidáveis muros e cobrirão toda a planície com areia.
O avanço dos troianos contra os gregos
Voltando a narrar os eventos presentes, Homero conta que o príncipe Heitor ainda avança contra os gregos, fazendo esses guerreiros se amontoarem de medo em suas naus. Confiante na sua vitória, Heitor encoraja os guerreiros troianos a continuarem avançando, sendo que agora os manda atravessarem o fosso escavado pelos inimigos.
Assim seguiam os troianos que, sob as ordens e passos de Heitor, formavam estreitas fileiras e avançavam pelo perigoso fosso grego querendo alcançar o acampamento e as naus inimigas. Entre o fosso e o acampamento ainda exista a grande muralha de madeira que os gregos ergueram ao redondo do acampamento, sendo ali que os troianos voltam a bater os escudos contra os gregos. Não demora muito para que o medo tomasse conta dos gregos. Ao verem como Heitor facilmente continuava avançando sobre seus obstáculos, logo todos vão deixando suas posições e buscam refúgio nas suas naus. Apesar das preces dos gregos, que rogam pedindo auxílio e força dos céus, Zeus continua os ignorando e apenas favorecendo os troianos.
Com o fosso perdido, só resta aos poucos gregos que ainda tem forças continuar lutando na defesa da muralha de madeira que foi erguida ao redor do acampamento. Destas torres de madeira eles arremessam pedras e setas para baixo, tentando com todo o esforço acertar o príncipe Heitor e os guerreiros troianos; acontece que os troianos, sendo liderados por seus chefes e heróis, vão subindo e matando os gregos que lutam nesses muros.
A bravura de Ajax
O grande Ajax é um dos heróis gregos que ainda tem forças e continua lutando contra os troianos. Vendo que os inimigos atravessaram o profundo fosso e agora se espalham pelas muralhas de madeira, ele faz a liderança da resistência grega ao lutar contra Sarpédone, herói troiano e um dos vários semideuses filhos de Zeus que participam da guerra.
Os dois lutam, sendo que Ajax, mesmo em desvantagem, consegue acertar Sarpédone, que só não morre porque foi salvo por uma intervenção direta de seu divino pai. Ajax então grita para os guerreiros gregos, dizendo que ele não pode segurar o avanço dos troianos sozinho e que precisa da força de seus companheiros. Motivados com as palavras e pela coragem de Ajax, os guerreiros gregos se unem ao herói e fortificam as fileiras que lutam contra os troianos.
Apesar destes esforços, Heitor consegue atravessar outra parte do muro com sua tropa, avançando pela primeira vez no acampamento grego e seguindo para incendiar toda a frota inimiga. Vendo que o fosso e muralha de madeira finalmente foram vencidos, as forças gregas fogem gritando para as naus.

Ilíada – Homero
Em uma tradução direto do grego feita por Carlos Alberto Nunes, está é a melhor edição para quem busca compreender uma das maiores obras literarias da humanidade.
Esses foram os nossos comentários sobre o décimo primeiro canto da Ilíada, de Homero, onde vimos que exército troiano liderado pelo príncipe Heitor consegue sobrepujar o fosso e as muralhas gregas e invadir o acampamento dos invasores inimigos.
Eu sou Caio Motta e convido você a continuar acompanhando os nossos comentários sobre a grande obra Homero, bem como demais textos da grande literatura universal presentes no nosso blog.
Esse canto foi um respiro em comparação ao XI, achei bem mais fácil de ler em minha edição.